quinta-feira, 31 de maio de 2012

VIAGEM AO EGITO



A partir deste sábado seguirei viagem para o Egito. Oportunidade de reciclar a fé e o conhecimento em solo onde diversas histórias bíblicas ocorreram. Retorno previsto para 16 de junho. Não sei se conseguirei postar novas mensagens e fotos de lá.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Provocações sobre Liderança



LIDERANÇA
Frases de Inquietação e Reflexão

Tenho lido alguns materiais bem interessantes sobre liderança. Entre estes o livro do M.S. Cortella – Qual é a tua obra?  Este livro é uma excelente sugestão para uma reflexão sobre o momento atual de liderança em nosso meio eclesial. Para provocá-lo, destacarei algumas das frases propositivas deste material... pare e pense sobre o exercício de sua liderança!

- “Excelência não é um lugar aonde você chega. Excelência é um horizonte. No dia em que você achar que chegou à excelência, você sossega. Aí você caí”

- Cuidado com líderes que acham que tudo está do jeito que poderia ser. Gente assim não avança, é gente que, como apontamos, não tem dúvida (...) a inteligência está em ter dúvidas e não em não tê-las. O arrogante não duvida de nada, nunca! Ele é cheio de certezas”.

- “Tomemos muito cuidado com a satisfação. A satisfação paralisa, a satisfação adormece, a satisfação entorpece. Guimarães Rosa, o grande escritor mineiro, dizia: “o animal satisfeito dorme...” A satisfação pode nos deixar em um estado de tranqüilidade. Sabe o que é o oposto? O que nos renova? É a outra pessoa. Àquela que nos desafia a ser diferente, a que nos obriga a pensar de outro modo. Cuidado com gente que concorda com tudo o que você faz. Gente assim:

a) Não gosta realmente de você
b) Começou a se preparar para lhe derrubar
c) Lhe despreza
d) Não se importa com você
e) Todas as alternativas acima”

- “Assumir a postura de liderança (...) exige uma estupenda capacidade: a de se ter humildade. Afinal de contas, há um antagonismo entre líder e arrogância”.

- Quem deseja desenvolver cada vez mais a atividade de liderança, deve acautelar-se com duas coisas:
1. A armadilha do mesmo: O mesmo o tempo todo do mesmo jeito. Das coisas que vem do passado é preciso saber separar duas situações: Nem tudo que vem do passado é para ser descartado. Há aquilo que precisa ser guardado, protegido – a tradição. O que do passado precisa ser jogado fora, descartado é – o arcaico... O arrogante tem uma fascinação pelo mesmo!

2. A Síndrome do General Sedgwick:  O sujeito combateu na guerra civil americana e morreu em 9 de maio de 1864 com um tiro no olho esquerdo, enquanto observava as tropas inimigas ao longe (...) a última frase que disse antes de morrer, em meio à Batalha de Spotsylvania, foi: “Imagine, eles não acertariam nenhum elefante destas distância!”. Um líder não pode supor que é invulnerável. Um líder não pode supor que já está blindado. Se me considero invulnerável, eu perco a cautela...”

- “Sem dinheiro não se vive, mas só com dinheiro não se vive também”. As pessoas estão começando a fazer uma distinção necessária entre o que é essencial e o que é fundamental. Essencial é tudo aquilo que você não pode deixar de ter: felicidade, amorosidade, lealdade, amizade, sexualidade, religiosidade. Fundamental é tudo aquilo que o ajuda a chegar ao essencial. Fundamental é o que lhe permite conquistar algo. O trabalho não é essencial, é fundamental. Você não trabalha para trabalhar, você trabalha porque o trabalho lhe permite atingir a amizade, a felicidade, a dignidade, a solidariedade... Dinheiro não é essencial, é fundamental. Sem ele você passa dificuldade, mas ele, em si, não é essencial”...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

PASTORES E O DRAMA DA REJEIÇÃO




Texto Bíblico: 1 Samuel 8

Tenho tido a possibilidade de pregar fora de meu campo de trabalho e tenho visto com imensa tristeza um quadro se repetir em diversos lugares – o drama da rejeição no contexto eclesial/pastoral. Como presidente de presbitério e de sínodo – que já fui; várias vezes fui convidado a apagar incêndios em determinadas igrejas devido ao problema da transição pastoral.

Há uma crise no meio pastoral no que diz respeito a esta realidade!

Com a inserção no ministério de um grande número de novos pastores, associado ao fato de que não há igual número de organização de igrejas/comunidades, muitos se sentem ameaçados nos seus postos. Esta ameaça tem causado insegurança e ciúmes em muitos colegas. Muitos pastores não estão emocionalmente preparados para ouvirem um “não” a continuidade de seus trabalhos à frente das suas comunidades.

Uma outra questão a ser considerada é a maneira como a direção de igrejas (chamados Conselhos) trata da “dispensa” destes obreiros nos campos. Tratam o assunto sem qualquer compreensão com o ser humano e revelam um comportamento exclusivamente “empresarial” – descarte da pessoa sem qualquer consideração. Prática de empresas na atualidade. Secularismo infiltrado nas igrejas.

O fato é que estes dois elementos estão provocando estragos imensos em muitas igrejas. Pastores descompensados emocionalmente manifestam “pitis”, desfazem nos meses finais de um ministério local, tudo o que lutaram para edificar nos anos anteriores. Não são poucos os que “racham” a comunidade, levam consigo alguns, iniciam uma nova “congregação”... Isso para não falar do que acontece emocionalmente aos familiares – revolta, rebelião e insurreição com a liderança instituída. Os mesmos líderes que foram usados por Deus para convidarem o tal obreiro para o campo, agora passam a ser vistos como sendo do Diabo, por não desejarem (por alguns motivos objetivos) a continuidade deste trabalho!  

O psicólogo Tommaso faz uma abordagem sob o tema da rejeição e declara: Para qualquer um, o término de um relacionamento é desagradável. Pessoas emocionalmente maduras lamentam a perda, mas tocam suas vidas. Pessoas imaturas, com baixa auto-estima, resistem à perda, reagem a ela como se perdessem a si mesmas e não ao outro. O amor próprio, queera precário é ferido dolorosamente e o desespero pelo objeto amado traz comportamentos irreconhecíveis. Afinal, é sua tábua de salvação, o “grande amor de sua vida!”. Lidar com a rejeição não é fácil. Este é um dos mais terríveis sentimentos experimentados pelo ser humano. Todos, em algum momento de nossas vidas o vivenciamos em algum grau. Consiste em sentir-se não querido, não amado, não aceito, preterido, discriminado, humilhado. Provoca sensação de abandono e de depreciação A rejeição pode ser real ou imaginária. A rejeição imaginária pode ser tão dolorosa que a rejeição real. Ocorre nos relacionamentos amorosos, na vida social, familiar ou no trabalho.

Samuel era o grande líder de Israel nos dias anteriores a monarquia, apesar de sua estirpe espiritual, sucumbiu a este sentimento de rejeição. Em 1 Samuel 8, lemos a luta de Samuel por permanecer no posto, mas o povo desejava um rei. Samuel era uma bênção, um homem íntegro, mas o povo queria um rei. Surge o que lemos acima, o sentimento de depreciação para consigo mesmo e de revolta pela ingratidão do povo. Há algumas considerações no texto:

A. importante lembrar que a coisas mudam com o passar da vida.

Samuel foi envelhecendo diz o texto (v.1). Os sucessores de Samuel (ou seus auxiliares) não renderam o esperado. O povo desejava mudança. Ninguém é eterno. O mundo que freqüentamos está se movendo de maneira acelerada. As mudanças nos últimos 100 anos são maiores que muitos milênios inteiros em tempos anteriores. Salomão já dizia que há tempo para tudo. Deus fez as coisas formosas no seu devido tempo. Um grande ministério pode ser estragado nos seus dias finais pela inabilidade de lidar-se com o sentimento de rejeição.

B. Os presbíteros desejaram uma renovação do trabalho.

Nos versos 4 e 5 lemos que os anciãos sentaram para tratar deste assunto com Samuel. No NT o termo ancião está associado ao de presbítero. O presbítero é o líder leigo no meio das comunidades cristãs. A cargo do conselho de presbíteros está a responsabilidade pela liderança pastoral do povo. O que acontece com muitos pastores hoje, aconteceu com gente boa no passado. Não é incomum o desejar-se uma nova liderança pastoral.

C. O grande problema é a aceitação de que o tempo chegou.

Imediatamente o texto diz que Samuel não se agradou desta postura (v 6). Ninguém gosta de mudança. As mudanças trazem desassossego, desconforto, trazem insegurança ante o futuro. Mas é preciso ver a mudança com um olhar especial. Aproveite da mudança para crescer, para reavaliar e renovar o ministério.

D. O Conflito entre a pessoa amada e o trabalho descartado

Samuel não conseguia administrar o fato de que a rejeição de sua liderança não era para com a sua pessoa, mas para com seu trabalho. O povo amava Samuel, mas não o queria mais à frente do trabalho. Muita gente sucumbe por não entender isso. Muitos pastores saem de suas comunidades “enfezados”, murmuram por ingratidão, revelam-se revoltados com famílias e pessoas. Não leve isso no pessoal, mas entenda que é ministerial. Há pastores que pararam no tempo, não se reciclaram. Não acompanham as mudanças sociais, as transformações culturais. Há pastores que nunca se importaram com o ministério. Fizeram dele sempre um “bico dominical”. De repente o povo quer mais... e eles não tem pra dar! Tomam isso como ofensa pessoal, ameaçam dividir a congregação... que tristeza de liderança!

E. A piedade é fonte de renovação ante as forças da rejeição.

Nosso texto nos alerta que Samuel recorreu a Deus. Buscou a Deus, orou a Deus. Certamente magoado. Inequivocamente entristecido com o que ouvira de seus lideres anciãos. Não deve ter sido uma noite bem dormida. Mas ao buscar a Deus, ao rasgar-se perante o Eterno, Deus trata de seu coração, apontando que aquela, de fato, era a direção a ser tomada! Quem muito desfrutou de visibilidade e poder, ter que abdicar do que já estava acostumado, não é tarefa fácil. Isso ocorre tanto na vida pública, empresarial e ministerial. Mas distintamente de outros setores, ministério trata-se de vontade de Deus, de sinalização de Deus. Deus diz pra Samuel que de fato este era o caminho. Apenas Samuel não estava vendo o que todos viam e que Deus consentia.

F. Cuidado com a magoa remanescente.

Alguns comentaristas bíblicos afirmam que os dois livros de Samuel foram escritos numa clara afronta ao novo sistema que estava sendo instituído. No primeiro livro de Samuel vemos ataques diretos a Saul, revelando toda sua descompensação e pecados. No segundo livro, Saul não estava mais em cena, mas os ataques se seguem contra a monarquia. O alvo era Davi. No segundo livro temos o relato dos pecados, da tragédia familiar, dos erros cometidos por Davi. Cremos na inspiração das Escrituras, mas não podemos negar que a motivação inicial foi a mágoa agasalhada pela rejeição da liderança do próprio Samuel. Depreciar o outro, não trará de volta o que já se passou. A mágoa precisa ser tratada para que a vida siga frutífera e abençoada!

Perdoe-me a sinceridade da reflexão. Mas tenho me preocupado com meus irmãos pastores e conselhos no que tange ao fator sucessão. Saber lidar com a rejeição é sinal de maturidade. Saber valorizar o que foi feito para seguir em frente, pode atenuar as arestas no processo de sucessão!

Obs: Não estou trocando de campo. Esta reflexão no momento não foi pensando em mim. Mas quem sabe um dia também me servirá!

 Pr Carlos Orlandi

quinta-feira, 17 de maio de 2012

APRENDENDO COM A CORREÇÃO DOS ERROS


Em um dos grupos familiares de nossa igreja esta semana, fui indagado sobre como Deus chama alguém de um homem segundo o seu coração, com uma ficha criminal extensa como a de Davi ? Adultério, premeditação de assassinato, extrema violência, etc...

De fato, em Atos 13.22 lemos o que Deus disse: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração”. A primeira coisa interessante a se levar em conta, é que isso foi dito séculos depois de Davi. A história do rei de Israel era conhecida por completa, por detalhes – as vitórias e os pecados. Quando Deus usa Paulo (ou Lucas) neste relato para registrar isso, não foi um equívoco divinal. Foi uma oportunidade de aprendermos algo. Segundo fator interessante, é ao dizer: “achei Davi, filho de Jessé”... o texto nos apresenta que Davi não era um extraterrestre, um homem diferenciado de outros homens. Ele era parte da raça, com DNA da raça, com genealogia no meio de uma humanidade caída. Ele era filho de homem e como tal – homem e pecador. Deus jamais deixou de considerar que Davi era pecador, nós é que temos uma compreensão equivocada do ser segundo o coração de Deus. Terceiro fator interessante, diz respeito ao aprendizado a partir da correção dos erros. Davi era na história e no texto de atos dos apóstolos, o contraponto de Saul. Saul era duro de coração. Saul errava e se justificava, tentava explicar porque errou. Saul não se curvava ante ao confronto de seus erros e a Palavra de Deus. Davi era o contraponto nisso. Era segundo o coração de Deus por isso. Davi a semelhança de Saul cometia erros. Saul se rebelava, se justificava e rejeitava a correção divinal. Davi aprendia consertando seus erros, se arrependendo e sendo totalmente aberto ao confronto da Palavra: veja o exemplo com Natã e Gade.

Mario Cortella declara algo muito interessante: É preciso entender que só seres que arriscam erram. Ser capaz de arriscar é uma das coisas mais inteligentes para mudar. Você não tem que temer o erro. Erro é para ser corrigido, não para ser punido. O que se pune é a negligência, a desatenção e o descuido.
Thomas Edison foi o inventor da lâmpada. Porém, ele registrou que 1430 experiências para inventar a lâmpada, não deram certo. Antes de inventar a lâmpada, ele descobriu 1430 maneiras de não inventar a lâmpada. Ele aprendeu que o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste em face ao erro.

Ninguém entre nós é capaz de fazer tudo certo o tempo todo e de todos os modos. Por isso, você só conhece alguém quando sabe que ele erra, e quando ele erra e não desiste. Por conta disso alguns dizem: Ah, é por isso que aprendemos com os erros ? Não, a gente não aprende com os erros. Aprendemos com a correção dos erros. E isso é ser humilde. Só quem acha que já sabe continua no mesmo caminho. O humilde reflete, observa, reconsidera, aprende e muda...

A palavra humildade vem daí. De húmus, que é terra fértil. No Antigo Testamento, o homem é criado do solo, da terra, do húmus. Humanidade tem a mesma origem. Humildade, humanidade, húmus – estamos todos no mesmo nível em relação à nossa dignidade. Existem pessoas que não têm essa percepção, elas não conseguem aproveitar as oportunidades porque não tem humildade. E o contrário da humildade, é a arrogância. Gente arrogante é gente que já sabe de tudo, que acha que não precisa aprender e que costuma dizer: “Há dois modos de fazer as coisas: o meu modo ou o errado!”

Pensando em Davi, ser segundo o coração de Deus é cultivar a humildade de aprender e reaprender na trajetória de fé, até mesmo consertando os erros. O que Saul nunca foi capaz de fazer.
Pr Orlandi

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O LADO BOM DE NÃO SABER

by Mario Sergio Cortella

"Reconhecer o desconhecimento sobre certas coisas é sinal de inteligência e um passo decisivo para a mudança".

Uma das coisas mais inteligentes que um homem ou uma mulher podem saber é - saber que não sabem. Aliás, só é possível caminhar em direção à excelência se você souber que não sabe certas coisas. Porque hé pessoas que, em vez de ter humildade para saber que não sabem, fingem que sabem. Pior do que não saber é fingir que sabe (...) cuidado com gente que não tem dúvida. Gente que não tem dúvida não é capaz de inovar, de reinventar, não é capaz de fazer de outro modo. Gente que não tem dúvida só é capaz de repetir.
(trecho do bom livro - qual é a tua obra ?) - dica de leitura

segunda-feira, 14 de maio de 2012




10 anos de um belo trabalho que tem crescido e gerado frutos no Reino! Parabéns irmãos da CBC pelo sonho que hoje é plena realidade!