Devocional de Elias – 6

I Reis 18.30-32
30 Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas.
31 Tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual viera a palavra do SENHOR, dizendo: Israel será o teu nome.
32 Com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR”...

O encontro entre Elias e Acabe se deu sob orientação divina para que um confronto fosse marcado entre os sacerdotes de Baal e o profeta de Deus. O local escolhido foi o Monte Carmelo, que na cultura daqueles dias, era considerado a casa de Baal. De um lado, Elias afirma (v.22); “Só eu fiquei dos profetas do Senhor...” do outro lado, juntaram 450 homens a serviço de Baal. 
                                  
Os profetas de Baal tiveram a oportunidade inicial, e se feriram, se auto mutilaram, invocaram seu deus da aurora até o entardecer. Ninguém respondeu. Elias toma a vez ao fim do dia, quando o sol começava a se por. Desse encontro podemos meditar nas seguintes questões:

1. RESTAUROU O ALTAR DO SENHOR
Há muitas práticas hoje em dia em nome da novidade naquilo que se chama de cristianismo em muitos lugares. Há na verdade, muito fogo estranho sendo aceso no altar do Senhor. Muita coisa que não tem fundamentação bíblica é praticada hoje em nome do culto a Deus. São elementos estranhos no altar do Senhor.

Elias ao enfrentar os profetas/adoradores de Baal na casa de Baal, ele restaura o altar do Senhor. Que tremendo! Elias retoma as promessas do Eterno, as doze tribos de Israel, como base de sua adoração. A revelação de Deus na história desse povo foi a base do altar estabelecido para cultuar ao Senhor.

O altar do Senhor diz o texto, “estava em ruínas”. Havia culto em Israel, o povo ora pendia a Baal, ora pendia a Yahweh. Elias afirma isso dizendo (v.21): “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?”  Todavia, a essência monoteísta do culto ao Senhor havia se desintegrado entre o povo. Elias antes de iniciar qualquer coisa, restaura o altar, onde se cultua a Deus em Israel.


2. NÃO PODEIS SERVIR A DOIS SENHORES
No versículo 21 Elias declara: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o”. O sincretismo religioso (mistura de religiões) estava bem presente em Israel nos dias de Acabe. A importação de práticas baalisticas que nada tinham com o Deus de Israel eram executadas sem nenhum pudor, temor ou base escriturística.
O ministério de Elias era no dizer de seu próprio nome: “O Senhor é Deus!” Era a anunciação do resgate do monoteísmo no meio da nação. Há práticas que com o tempo parecem obsoletas, antigas, descabidas... afinal, outros tempos, outros desafios... Assim Israel foi enredado ao sincretismo. Assim inúmeras igrejas cambaleiam trôpegas precipício abaixo em práticas de adoração que nada tem a ver com a revelação do Deus de Israel. Fazem por que se sentem bem, porque acham bacana... mas o culto tem que ter a centralidade divina, não do homem e seus gostos.


3. DEUS VERDADEIRAMENTE RESPONDE
Se de um lado, os profetas de Baal, cerca de 450 deles, gritavam, se cortavam, rodavam ao redor do altar e nada acontecia... pelo contrário, Elias até zombava da falsa fé que professavam... por outro lado, Elias ao restaurar o altar, pede que encharquem o mesmo com água abundante, para que não houvesse dúvida nenhuma que o Deus de Israel responderia com fogo no altar. Elias clama; não se corta, não se mutila... o sacrifício era o cordeiro no altar (estabelecido por Deus) e não o humano. Deus responde com fogo. Consome o holocausto, a água e tudo ao redor. O povo se espanta ante tão tremenda demonstração de poder. Diante da resposta verdadeira e inequívoca do Senhor.

Restaure o altar do Senhor, sirva somente ao Senhor e as respostas do alto virão inequívocas em sua vida. “Se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar e se converter dos seus maus caminhos; então eu ouvirei dos céus, perdoarei o seu pecado e sararei a sua terra|” (2 Crônicas 7.14|).
Pr. Carlos Junior



Devocional de Elias – 5

1 Reis 18.17-18
“Vendo-o, disse-lhe Acabe: És tu, ó perturbador de Israel? Respondeu Elias: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes após outros deuses”.

Após Elias encontrar-se com Obadias, o mordomo do palácio, um servo de Deus, buscando uma audiência com o rei... o encontro tão desejado por Acabe se concretiza! Elias e Acabe estão frente a frente: o profeta e o rei.

Todavia, ato de início da conversa, Acabe indaga se de fato quem ali se apresentava era Elias, o perturbador de Israel. Elias retruca aquela visão obtusa do governante e desse encontro podemos meditar:

1. O PROBLEMA SERÁ SEMPRE O OUTRO!
Essa é a tônica da argumentação de Acabe, desde a saudação inicial: você é o perturbador de Israel ?  Você trouxe desassossego ao povo, a seca para o reino e a pobreza às pessoas. Acabe faz o mesmo que Adão e Eva fizeram no jardim: empurram a responsabilidade de seus erros, seus atos deformados a outra pessoa. Tal procedimento é visto em meio a realidade humana desde então: o outro é que é o culpado pela situação na qual me encontro. Essa geração do mimimi que vivemos é especializada em atribuir seu fracasso aos outros.

2. O INCÔMODO DA PALAVRA DE DEUS
As pessoas quando são confrontadas com seus erros, pela Palavra de Deus, tendem a se fecharem, e se manifestarem em oposição a que assim expõe a verdade. Rejeitam o pregador, tentando rejeitar a verdade que Deus está revelando. Não são poucas as pessoas que confrontadas em seus erros, em sua arrogância, se levantam para aniquilar o portador da mensagem. João Batista anunciava o erro de Herodes e por isso, teve sua cabeça decepada. Profetas são mortos, pregadores são condenados, mas a Palavra continuará revelando a verdade do coração humano... O rei Davi ao ser confrontado pela Palavra do profeta ante seu pecado, a si mesmo se condenou, mas acima de tudo, se quedou e reconheceu seus erros. Decorrente disso, temos três tremendos salmos de confissão: 32, 38 e 51.

3. IDOLATRIA
Se o fim principal do homem é glorificar a Deus, qualquer elemento que se coloque no centro desta questão, ou no fim ultimo da existência humana, anunciará uma real idolatria. Quer seja um filho, um projeto pessoal, um adorno, um ídolo, uma religião... Elias anunciava que a nação de Israel, chamada para ser uma bênção a todas as famílias da terra por servir a um único Deus, havia se tornado semelhante as demais: idólatra! Assim, o Deus que chamou, que libertou, que manifestou sua vontade haveria de requerer a postura digna da aliança estabelecida.

Infelizmente, alguns profetas deixam de anunciar a verdade de Deus para não se tornarem incômodo. A verdade de Deus é adulterada, adocicada com elementos estranhos e que nada mudam o coração do homem, apenas os deixam confortáveis na lama de seus pecados. Outra realidade é que muitos líderes do “Israel de Deus”  são os condutores do povo à desgraça. Acabe e Jezabel patrocinavam o culto a Baal, induziam a corrupção e idolatria. Líderes despreparados conduzem o rebanho do Senhor ao precipício e ainda são capazes de culpar outros. Vale refletir e pensar nessa passagem entre o Rei e o Profeta e quem de fato perturba a caminhada de fé do povo de Deus!
Pr. Carlos Jr


Devocional de Elias – 4
1 Reis 18.13
“Acaso, não disseram a meu senhor o que fiz, quando Jezabel matava os profetas do Senhor, como escondi cem homens dos profetas do Senhor, de cinqüenta em cinqüenta, em duas cavernas e como os sustentei com pão e água?”

Essa passagem aponta para um momento tenso dentro do reino de Israel. Acabe e Jezabel havia revirado os reinos atrás de Elias. A cabeça de Elias estava a prêmio... Ele esteve este tempo todo em Sarepta, governada pelo pai de Jezabel (Etbaal).
Elias reaparece, sob a orientação divina. A seca é tremenda. Os servos do rei buscam pastagens para não ter que sacrificar os animais... Obadias era mordomo do rei, era administrador no palácio, mas era um homem temente a Deus acima de todas as coisas.

Elias se encontra com Obadias e anuncia que precisa falar com o rei. Obadias treme, pois se falasse ao rei, e isso não se concretizasse sua vida corria perigo, pois Jezabel matara inúmeros profetas do Senhor. Nesse ínterim, Obadias lembra Elias de como usou sua posição de mordomo e administrador e foi usado por Deus para proteger e sustentar sozinho cem profetas.

1. CEM HOMENS PARA SUSTENTAR UM?
Vivemos em um tempo em que se juntarmos cem homens, não são capazes de sustentar um só servo de Deus. As preocupações são em diversas áreas, mas poucos são capazes de investir na obra do Senhor, no sustento de pastores, obreiros, missionários... Obadias sozinho sustentou cem profetas de Deus.

2. INVESTIMENTO EM PESSOAS(MOVIMENTO)  E NÃO EM ESTRUTURAS (MONUMENTO)
O que chama a atenção era que Obadias servia no palácio. Servia como administrador do rei que colocara a cabeça de Elias a prêmio. Mas, Obadias servia a Deus acima de tudo e seus recursos eram destinados a socorrer homens que estavam a serviço do Rei dos Reis. Ele não investiu em tijolo, construção, templos, ou mesmo estruturas (físicas, denominacionais). Ele investiu em líderes da obra: profetas. Há atualmente um forte tendência de administradores de investimentos em estruturas, prédios, coisas... e não em pessoas. O Evangelho tem sua essência a partir de pessoas que farão o movimento. Caso contrário, tal investimento se tornará tão somente um monumento.

3. QUE HISTÓRIA VOCÊ TEM PRA TESTEMUNHAR?
Obadias ao se deparar com Elias trazia consigo feitos dos quais poderia dizer, testemunhar. Histórias de investimento na vida de pessoas especiais no reino (não de Acabe), mas de Deus. Ele se arriscou. Poderia ser morto por Jezabel se esta descobrisse que ele sustentava sozinho cem dos profetas que ela desejava matar. Correu o risco: mas valeu a pena! Que história você tem a contar sobre seus investimentos no reino? Que riscos você esteve disposto a correr para ver o sustento da obra de Deus prevalecer? Uma geração que não tem o que contar, pois nunca se dispôs a sustentar um projeto, uma obra que de fato fosse de Deus!

São inúmeros os desafios na obra do Senhor. São inúmeras as perseguições àqueles que desejam servir a Deus com suas vidas: missionários, pastores, crentes por todo mundo. Que o Senhor levante mais homens como Obadias, que mesmo sendo administrador de um império humano, tinha seu coração nas coisas e pessoas do reino de Deus.
Pr. Carlos Junior



DEVOCIONAL DE ELIAS – 3
1 Reis 17.7-24

 7Entretanto, passados alguns dias, a torrente secou, porquanto as chuvas haviam cessado sobre a terra.

8Então a Palavra do SENHOR lhe foi dirigida nestes termos: 9“Apronta-te e vai viver em Sarepta, cidade que pertence ao território de Sidom; ordenei ali a uma viúva que te providencie teu sustento. 10Ele partiu em direção a Sarepta e, quando chegou à entrada da cidade, estava ali uma viúva apanhando lenha. Ele a chamou e lhe solicitou: “Traz-me, por favor, uma vasilha com um pouco de água para que possa saciar minha sede”. 11Quando ela estava se retirando para buscar a água, ele a chamou uma vez mais e lhe pediu: “Por favor, traz-me também um pedaço de pão!” 12No entanto, ela replicou: “Tão certo como vive Yahweh, SENHOR teu Deus, juro por seu Nome que não tenho um bolo sequer, senão tão somente um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na botija. Estou, portanto, apanhando uns dois gravetos para levar para casa a fim de poder preparar uma refeição para mim e para o meu filho, para que comamos e depois morramos!” 13Elias, porém, lhe assegurou: “Não temas! Vai, faz como disseste; mas primeiro faz para mim um bolo pequeno e traz aqui; depois o farás para ti e para teu filho. 14Porquanto assim diz Yahweh, o SENHOR Deus de Israel: ‘A farinha da vasilha não se esgotará, e o azeite da botija jamais faltará, até o dia em que Yahweh fizer chover sobre a terra!” 15Imediatamente ela foi e fez tudo segundo a palavra que Elias lhe comunicara. Assim, ele, ela e sua família comeram fartamente durante muitos dias. 16A farinha da vasilha não se acabou e jamais faltou azeite puro na botija, tudo em conformidade à Palavra de Yahweh, que ele transmitira por meio de Elias.

17Passados estes acontecimentos, o filho desta mulher viúva, dona de casa, adoeceu gravemente e morreu. 18Então ela reclamou a Elias: “Que foi que eu te fiz de mal, ó homem de Deus? Vieste para condenar-me pelo meu pecado e matar o meu filho?” 19Ao que Elias lhe rogou: “Dá-me teu filho!” Tomando-o gentilmente dos braços dela, levou-o ao quarto de cima onde estava hospedado e colocou-o sobre seu leito. 20Em seguida, clamou ao SENHOR, dizendo: “Ó Yahweh, meu Deus, até esta generosa viúva que me hospeda tu queres afligir, fazendo seu filho morrer?” 21Então ele se deitou sobre o menino três vezes e suplicou ao SENHOR: “Ó Yahweh, meu SENHOR Deus, faze voltar a vida a este menino!” 22E o SENHOR ouviu o clamor de Elias, a vida retornou ao menino e ele viveu. 23Então Elias levou o menino para baixo, entregou-o à mãe e disse: “Olha, teu filho está vivo!” 24A mulher respondeu prontamente a Elias: “Agora sei que tu és um homem de Deus e que a Palavra de Yahweh, proferida por tua boca, é toda verdadeira!”


Introdução:
O texto lido faz parte de um bloco que aponta o início bombástico do ministério de Elias. Elias (significa: O Senhor é meu Deus) revela no seu próprio nome, sua identidade e missão. O foco do ministério de Elias era o Senhorio de Deus na vida nacional.

Israel curvava-se diante de Deus e Baal. Deus era o Senhor das guerras; Baal era o senhor das chuvas. O culto ao deus Baal fora introduzido em Israel pela esposa do reri Acabe – a sidomita Jezabel e se espalhou nos montes e lugares altos de todo o reino.

Elias exerce o seu ministério profético no Reino do Norte, nos anos de reinado de Acabe (Sec IX antes de Cristo). A vida e a pregação de Elias exortavam o povo ao senhorio de Yahweh – Só o Senhor é Deus. Assim, as chuvas são cortadas da terra (Baal era o deus das chuvas/ fertilidade/ agricultura). A seca é medonha. Todo reino é atingido. Elias a beira do riacho de Querite sofre também a dura realidade da adversidade. O ribeiro seca e os corvos deixam de lhe trazer carne e pão. Assim tem início essa secção

Em face a escassez, Deus fala pela segunda vez ao profeta e o orienta em meio aqueles dias difíceis. Dessa orientação podemos aprender que o Senhorio de Deus encaminha seus servos para:

1. UM LOCAL IMPENSÁVEL (v.8-9)
8Então a Palavra do SENHOR lhe foi dirigida nestes termos: 9“Apronta-te e vai viver em Sarepta, cidade que pertence ao território de Sidom...

Deus direciona Elias que há vários dias se mantinha a beira do Ribeiro de Querite, Deus direciona Elias para um outro lugar! Para espanto da narrativa, Deus aponta a cidadezinha de Sarepta para Elias ir e ali ser sustentado.
O local era impensável por que estava fora de Israel. Ali era terra dos Sidônios, cidade governada por Etbaal (pai de Jezabel). Sarepta era uma cidade litorânea, mas encravada no centro da adoração a Baal.

Como Deus envia o seu profeta para este lugar? Este era o lugar mais impensado para esconder Elias da perseguição deflagrada por Jezabel. Em 1 Reis 18, Obadias afirma a Elias que todo o reino foi revirado nas captura do profeta (18.10). E agora o Senhor envia seu profeta para se esconder em Sarepta, terra de Jezabel e governada por seu pai???

Deus é o Senhor não só da vida humana, mas de toda geografia criada para o louvor de sua glória. Assim,
- Salmo 29:   “No seu templo tudo diz glória” (templo – universo)
- Mateus 17:   Monte da transfiguração estava ao lado da cidade de Cesaréia de Filipe, centro da idolatria ao estado naqueles dias. O local da manifestação da glória de Deus em Cristo era vizinho da cidade altar aos falsos deuses nos dias de Jesus!



2. UMA PESSOA INIMAGINÁVEL (v.9)
9.ordenei ali a uma viúva que te providencie teu sustento.

Deus em seu senhorio encaminha Elias para um lugar impensado, inusitado, com o fim de livrá-lo da perseguição. Agora, Ele diz ao profeta que para livrá-lo da fome, da escassez e da dificuldade, ele seria sustentado por uma viúva pobre! Humanamente, isso era algo inimaginável.

As viúvas eram o símbolo do desampara e pobreza. Da escassez, da fraqueza, da penúria. Naqueles dias, mesmo em meio a seca terrível, existiam em Israel e Judá homens ricos, abastados. O pai de Eliseu após 3 anos de seca ainda possuía 12 juntas de bois. Deus poderia ter enviado Elias ali... um povo crente, uma família rica...

Deus envia Elias a Sarepta, terra dos sidonios, governada pelo pai de Jezabel, para que este fosse sustentado por uma viúva que sequer possuía o que comer. A pobreza dessa mulher era tanta que  ao ser abordada por Elias ela diz: “Tão certo como vive Yahweh, SENHOR teu Deus, juro por seu Nome que não tenho um bolo sequer, senão tão somente um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na botija. Estou, portanto, apanhando uns dois gravetos para levar para casa a fim de poder preparar uma refeição para mim e para o meu filho, para que comamos e depois morramos!”  (v.12)

O que esperar de uma situação assim? Parece que Deus não deveria estar muito satisfeito com o profeta... manda pra casa de Jezabel a ser sustentado por uma pobre viúva! Mas é assim que Deus age: “O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza” diz Paulo!

O grande evangelista da Etiópia não foi um apóstolo, não foi um dos homens que conviveu co Jesus; foi um etíope, eunuco, alto oficial de Candace  e que ouviu a exposição de Isaias feita por Felipe ao retornar de Jerusalém. Ele pede para ser batizado... e nunca mais se ouviu desse homem... mas a história cristã revela que nos primeiros séculos do cristianismo, o Norte da Africa... e a Etiópia foram os grandes celeiros de sustentação da fé. Homens improváveis, inimagináveis... nas mãos de um Deus Senhor do impossível!



3. UM PEDIDO INACREDITÁVEL (v.11)
“ 11Quando ela estava se retirando para buscar a água, ele a chamou uma vez mais e lhe pediu: “Por favor, traz-me também um pedaço de pão!” 

Elias faz a viúva um pedido além da água: um pedaço de pão! Mas ela sequer tinha para si e para seu filho. Havia um punhado de farinha e um restinho de azeite para amassar e comerem... sem perspectiva, sem esperança de outra refeição – iriam morrer.

Num primeiro momento, as palavras de Elias a mulher revelam quase uma impiedade, um egoísmo: faze primeiro a mim! Elias teria morrido de fome se se deparasse com alguns crentes hoje. Pessoal que mesmo tempo recursos, sustento farto sequer dão o dízimo... dão na verdade diversas desculpas... imagina se estivessem na posição incômoda dessa viúva!

O pedido de Elias revela:
1. a pobreza extrema dessa família:
2. A completa falta de esperança no futuro:
3. Um coração generoso e abnegado


4. UMA VITÓRIA INCONTESTÁVEL (v. 15-16)
15Imediatamente ela foi e fez tudo segundo a palavra que Elias lhe comunicara. Assim, ele, ela e sua família comeram fartamente durante muitos dias. 16A farinha da vasilha não se acabou e jamais faltou azeite puro na botija, tudo em conformidade à Palavra de Yahweh, que ele transmitira por meio de Elias.       

Que tremenda é essa passagem. Muitos desejam vitórias assim; poucos desejam obedecer na mesma proporção. Vivemos hoje uma geração de crentes que querem desfrutar o bônus, sem disposição para o ônus!

Vitória da fé obediente:
Ela obedeceu. Nenhuma vitória vem pela rebeldia à voz do Senhor. Ela creu e por isso obedeceu. Abraão creu em Deus e obedeceu o chamado... Fé sem obediência é a maior fake-news!

A palavra fé no grego é pistis e a palavra fidelidade (obediência) é também pistos. Ou seja, são a mesma coisa. Não há Fe sem obediência e não há obediência sem fé. Uma é a virtude teológica, a outra a virtude ética da mesma realidade.
As grandes vitórias na vida hão de requerer fé... e fé que se manifeste em obediência. Israel ficou 40 anos vagueando pelo deserto de Wadi Run devido a incredulidade em Kades-Barnéia. A dureza de coração, a incredulidade, o egoísmo e o ceticismo estão roubando as bênçãos da vida de muitas pessoas e famílias. Imagine se a viúva dissese, até com razão que não faria, que mau tinha para si... eles apenas comeriam e morreriam, perdendo a benção enviada por Deus.

Enquanto você ficar se justificando, enquanto você ficar com seu coração endurecido, egoísta... você deixará de receber as bençãos de Deus. Deus não dá vitória pra gente assim...

Jesus é tão enfático nisso que declara em Lucas 4:
25No tempo de Elias, posso lhes afirmar com certeza, que havia muitas viúvas em Israel, quando o céu foi fechado por três anos e meio, e grande fome ocorreu em toda a terra.26Contudo, Elias não foi mandado a nenhuma delas, senão somente a uma viúva de Sarepta, na região de Sidom.

Vitória da reciprocidade:
Esta viúva abençoou ao profeto e foi ao mesmo tempo abençoado por ele.

Ao olharmos a tremenda vitória que Deus concedeu a esta família; a esta viúva podemos entender alguns traços claros|:
a. Disposição incansável

b. Generosidade abnegavel

c. Confiança vulnerável

d. Testemunho irrefutável


Devocional de Elias - 2

1 Reis 17.2-7
“2 Veio-lhe a palavra do SENHOR, dizendo:
3 Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
4 Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem.
5 Foi, pois, e fez segundo a palavra do SENHOR; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
6 Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente.
7 Mas, passados alguns dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.”

O texto tem início da seguinte forma: “depois disto...” Faz referência ao que viera antes. E o que viera antes dessa passagem aponta para a entrada de Elias no palácio com sua profecia de seca. Uma profecia baseada no livro de Deuteronômio e a fidelidade do Senhor ao que fora anunciado. Todavia, assim que Elias sai do palácio, Deus lhe fala de maneira especial. Há algumas lições nessa primeira fala de Deus com Elias que necessitamos aprender:

1. Deus não abandona aos que vivem na dinâmica de seu Senhorio (Yaweh é o Senhor). Elias não vivia na comodidade de uma prática religiosa confortável como alguns evangélicos hoje. A profecia de Elias trouxe incômodo para o rei, para a nação e para si também. Teve que deixar Gileade e seguir para Querite. Isso porque o tempo seria de intensa seca. As dificuldades sobreviriam sobre todo Israel que havia abandonado ao Senhor. Mas aos que lhe são fiéis, aos que vivem diante de sua face, aos que estão sob o seu senhorio, Deus jamais os entrega a própria sorte.  O Senhor falou com Elias. O Senhor veio ao encontro deste homem que até então era desconhecido, mas que ousou crer na verdade da palavra do Senhor. Ele prontamente obedeceu! Viver sob o senhorio de |Deus requer obediência, não justificativas...

2. Deus sempre tem uma orientação segura. “Vá para o ribeiro de Querite, a leste do Jordão” (v.3). A direção de Deus é segura, porém desaloja o profeta de sua moradia. Conquanto não saibamos como é essa terra, o que lá nos espera, Deus sabe... Deus envia Elias agora para um lugar onde este gozaria de paz no meio de toda aquela adversidade inicial em Israel. Não seriam muitos dias (v.7), mas suficientes para que se escondesse dos holofotes do rebuliço decorrente de sua verdadeira mensagem.

3. O Deus que envia é o mesmo que sustenta. “Ali ordenei aos corvos que te alimentem...” (v.3). O cuidado de Deus com aqueles que vivem seu senhorio é tremendo. Deus cuida nos detalhes. Num tempo de grande escassez, Elias tinha o de melhor: carne e pão duas vezes ao dia. Tinha água fresca ao seu dispor, do ribeiro de Querite. O cuidado de Deus é sobrenatural para com aqueles que o amam: corvos traziam carnes (impensável). Podemos passar aflições, adversidade e perseguições... mas Deus jamais deixa de sustentar física, materialmente, espiritualmente os que se dispõem a servi-lo.

4. As mudanças circunstanciais não mudam o cuidado de Deus. O ribeiro começou a secar, tamanha a seca na terra. Os corvos deixaram de vir... era a sinalização do tempo de mudança. Deus era poderoso para manter Elias ali com maná vindo do céu como fez com Israel no deserto, ou mesmo pela multiplicação da farinha e azeite numa botija. Mas, não era o caso naquele momento. Aquelas circunstâncias apontavam para uma necessidade de mudança. Elias precisaria sair dali. E se o ribeiro tivesse água, se os corvos também continuassem a abastecê-lo, Elias jamais perceberia a necessidade de ir embora. O tempo do ribeiro foi tremendo. Tempo de um sustento sobrenatural, tempo de descanso, de renovação de forças... mas esse tempo estava chegando ao fim. Era hora de perceber que Deus desejava usá-lo em outros lugares e manifestar o seu poder através do sustento por meio de outros instrumentos...

Elias obedeceu ao ir para Querite, obedeceu ao sair também dali. O Deus que trouxe, agora estava levando. A lição maior: submeta-se ao dirigir de Deus, pois Ele sempre terá o melhor!
Pr Carlos Jr