ESTUDANDO O EVANGELHO 4

Série Caminhando com Jesus

ESTUDANDO O EVANGELHO 4

Na seqüência do estudo desta porção do Evangelho de Mateus, após sermos alertados para o diferencial da fé na vida cristã, após sermos confrontados com o desafio de vivermos na dependência do sustento diário de Deus, depois de sermos exortados a um olhar com humildade e simplicidade, Jesus nos leva mais além... Mateus 18.6-9 o foco nas dificuldades da jornada apresenta outro tema inquietante no discipulado:
d. Renúncias Inevitáveis
A simplicidade dos pequeninos, a percepção de importância que os mesmos tem diante do Pai (Mt 18.10) e os embates diante dos escândalos, apresentam outro tema para quem deseja seguir ao lado de Jesus: As renuncias são inevitáveis...
“se tua mão... se um dos teus...” (Mt 18.8-9). A idéia é de algo que faz parte da gente, algo que nos pertence, algo que tem relação com nossa estrutura de ser. Nada apresenta mais esta figura do pertinente, do pertencimento do que o corpo. Um corpo saudável é todo construído com equivalência. Em uma cultura grega/romana de exaltação do corpo, a amputação, a mutilação de parte de si, era considerado algo assombroso, ainda mais voluntariamente.
Jesus choca! Se alguém quer ser meu discípulo tem que estar disposto a abrir mão, a renunciar, a despir-se, a desfazer de coisas, elementos, partes em prol de um propósito maior. E usa para tal metáfora, a amputação do corpo. Isso representa que as renuncias deverão ser sentidas na carne. Há dores profundas no que tangem a deixar pra trás, a renunciar algo. Não será algo tão simples e fácil.
Quando Deus chamou Abrão (Genesis 12:1-3) a palavra que o Eterno lhe dirige diz: “Sai da tua terra, da tua parentela...” Renuncia o modo de vida familiar, os padrões nos quais tua vida está estruturada e se abra para o novo de Deus... para uma terra que te mostrarei!
No Sermão da Montanha ele já havia lembrado disso: “quem te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas, quem demandar contigo sobre a tua capa, deixa também a túnica...” Paulo escreve aos filipenses afirmando que algumas perdas são na verdade ganhos: “Considerei tudo como perda com o fim de ganhar a Cristo”... (Fp 3.7). 
O apóstolo Paulo ainda vai mais além. Ele escreve a Filemon a respeito de um escravo foragido que lhe tornou filho na fé na cadeia: Onésimo, Paulo diz a Filemon, que esqueça fazer justiça, abra mão de seus direitos por amor a Cristo e a ele – Paulo. Fazendo isso, em nome do Amor.

O que este Evangelho atual sabe sobre rasgar a própria carne, sobre optar por renunciar determinadas questões por amor a causa de Cristo?

Carlos Jr