Série: A alegria do Senhor é a nossa força (Filipenses)

Texto 4: Filipenses 4.1-23

Depois de identificar três grandes ladrões da alegria: as circunstâncias, os relacionamentos conflituosos e as perdas, ao concluir sua carta, Paulo faz menção de um ultimo elemento capaz de drenar nossa força, de escassear nossa energia advinda da alegria no Senhor... o ladrão da ansiedade.

4. O LADRÃO DA ALEGRIA: A ANSIEDADE
Inegavelmente podemos perceber que vivemos em uma sociedade acelerada. Em um mundo que opta pela velocidade em quase todas as esferas da vida. Nossa sociedade é treinada na realidade das coisas que são instantâneas e imediatas. A tecnologia esta a serviço disso também: um click e você esquenta a comida no micro-ondas, outro click e você traz à imagem de inúmeros canais de tv e som... Não gostamos de esperar, de aguardar.
Em meio a esta velocidade toda surge um elemento que desde a antiguidade está presente na alma humana: a ansiedade. A preocupação com o que virá, como será... Jesus aos seus discípulos já alertara: “Não andeis ansiosos de cousa alguma”.
Paulo estava preso. As circunstâncias traziam uma forte indagação: e agora? Como ficará a igreja sem o seu principal doutrinador? Os relacionamentos se inflamava em meio aos acertos e erros da caminhada. As perdas traziam inquietação com o dia de amanhã. Crescia no coração daquela gente amada por Paulo um sentimento pernicioso a fé: a ansiedade.
Diante deste quadro que se avolumava, Paulo declara: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma das vossas necessidades” (v.19).
O ano mal se inicia e não bastam previsões sombrias para o cenário nacional: crise, desemprego, corrupção, impedimento de governantes, um ano de situações adversas... Por outro lado, contas cada vez mais altas, impostos mais dolorosos de serem pagos, as pessoas entre a cruz e a espada. Gente que perde o sono, ansiedade que corroi não apenas as unhas, mas a alma de um povo. Ulceras, gastrites nervosas, sinais de uma enfermidade chamada ansiedade.
Paulo lembra que o dono dos recursos é Deus. Que no trono de Deus nunca houve e nunca haverá crise. Que da mesma forma que o maná e as codornizes abasteciam o povo de Israel durante 40 anos no deserto, da mesma forma o cuidado de Deus suprira nossas necessidades.
Mas antes de falar desta tremenda bênção do suprimento celestial, Paulo fala de um fator que vem primeiro: o contentamento. Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. O grande motor propulsor da ansiedade é o descontentamento. Queremos mais, nunca nos satisfazemos com o que Deus nos dá. Perguntaram para um milionário americano quanto bastaria para um ganancioso; ao que ele respondeu: sempre mais um pouco.
Paulo aprendeu a viver contente diante das adversidades ou das facilidades. Isso trouxe uma grande experiência em sua vida em face as inquietações da alma que as vezes abastecem os ladrões da alegria.
Certamente não faltarão noites neste ano, em que você se pegará agoniado e inquieto com as coisas, com os rumos da existência. Com as portas fechadas e pedras no caminho. Não andeis ansiosos.... Deus suprirá as suas necessidades. Aprenda a viver o contentamento que vem das mãos do Senhor.
São quatro poderosos ladrões da alegria: circunstâncias, relacionamentos conturbados, perdas, ansiedade. Cada um deles e todos eles foram derrotados por Cristo Jesus na cruz do Calvario. A alegria que é nossa força, a alegria que é fruto do Espírito de Deus precisa ser celebrada na vida, pela cruz de Jesus, vencendo os ladrões que tentarão nos assaltar neste ano.
Um bom ano para você na força da alegria dos filhos de Deus!


Carlos Jr