SÉRIE: MISSÕES NO CORAÇÃO DE DEUS - Parte 2

1. A Primeira Viagem Missionária (Atos 13 e 14)


b. Serviço

Uma das características desta comunidade onde a missão foi nascedoura é que ela era uma comunidade de serviço. Desde o líderes aos mais simples, o serviço era notório. O desejo de missão cresce em um coração disposto a servir. Jesus já havia alertado: “o maior entre vós é o que serve”.

Mas, servir a quem? Há os que vivem a serviço de si mesmos. De promoverem seus egos e manias, seus gostos e regalias.  O desafio é servir a Deus, servindo o irmão. Socorrendo, amparando, estendendo a mão.

É em uma comunidade de serviço, disposta a servir, a se doar que o Espírito tende a ministrar. Gente que tem coração como o de Jesus, disposto a se doar, a servir... ali será o lugar da ministração do desafio da missão. Não causa espécia que enquanto a igreja servia, o Espírito agia e os horizontes se abriam.

c. Dependência de Deus

O que eu acho lindo neste texto é que conquanto a igreja estivesse abastecida de líderes renomados, doutores da fé – estes estavam abertos aos novos tempos do Espírito de Deus. Não estavam engessados em uma teologia de fixação sedentária da fé.

Digo isso porque fazer missão, como o texto expõe em uma primeira viagem missionária... era novidade (por isso primeira). Não havia sido realizada ainda. Era uma quebra de paradigmas do projeto de fé ate então. Mas era uma necessidade premente na organização. E como tem gente que, por conta de ser algo novo na dinâmica do exercício da fé, se levanta contra, apenas pelo fato de ser novidade. 


Eles estavam abertos ao que o Espírito de Deus apontaria. Quem conhecia bem a Palavra (eram líderes e mestres) não deveria ficar amedrontado com as novas possibilidades de disseminação da fé, conquanto seja legítima no seu conteúdo de pregação.  Depender de Deus muitas vezes vai requerer um confronto com nossas estruturas terreais que servem a Deus, mas não podem engessá-lo jamais.