SÉRIE: MISSÕES NO CORAÇÃO DE DEUS - Parte 3

A Primeira Viagem Missionária (Atos 13 e 14)


2. QUANTO A EXECUÇÃO

a. Capacidade de olhar para além do nosso circulo de vida. 
Até então, o evangelho era pregado a medida que se caminhava. Nas atividades profissionais, nos encontros interpessoais, nas sinagogas aos sábados. Onde se vivia, se pregava. Uns convertiam, outros contestavam... e a vida seguia. Mas isso é pouco! O Espírito de Deus passou a incomodá-los para outras questões: fazer missões!

Eles deveriam olhar para além  do próprio umbigo. Eles deveriam olhar para mais longe, para outras paradas, para outras realidades sociais... com o compromisso de anunciar o mesmo evangelho. Como tem gente até hoje que não é capaz de olhar senão para seu próprio umbigo. Gente que acha que o investimento maior da comunidade deve ser em seu conforto, templos novos, cadeiras acolchoadas.... podendo fazer isso, sem tirar os olhos daquilo é o essencial.

Há povos sem a mensagem da salvação. “Como ouvirão, se não há quem pregue? “ Como pregarão se não forem enviados?” (Romanos 10).

Paulo e Barnabé foram destacados para esta missão. Para inaugurarem um cenário mundial e histórico das missões cristãs. Passaram neste período pelas seguintes cidades. Em algumas pregara, em outras apenas pararam e seguiram adiante. Em umas foram acolhidos, em outras perseguidos...

Partiram de Antioquia na Síria e seguiram para: Seleucia, Chipre, Salamina, Ilha de Pafos, Perge, Antioquia da Psídia, Icônio, Listra, Derbe, Perge e Atalia, retornando a Antioquia da Síria.

Só o Espírito de Deus nos capacita a olhar para além do nosso mundo com compaixão e desejo de levar a mensagem salvadora do Senhor. Somos seres egoístas, preocupados conosco mesmo, com nosso pequeno mundo, com nossos corriqueiros problemas. Nosso dinheiro é para patrocinar só as coisas nas quais estamos relacionados diretamente... Não existiria possibilidade de missão, quer cultural, quer transcultural, quer local, quer internacional se não fosse a ação poderosa do Espírito Santo de Deus. Uma Igreja cheia do Espírito é envolvida em missão, é tomada de um desejo de envio, de patrocinar a salvação em um mundo mergulhado nas trevas.

b. Confronto claro das trevas com a luz
O primeiro lugar que chegaram para pregar foi em Salamina. Dali, atravessam até a Ilha de Pafos onde há o primeiro registro da atividade missional de Paulo e Barnabé de maneira detalhada.  Eles encontram-se com um mágico, um feiticeiro em outras culturas, um ilusionista... chamado Elimas (Barjesus). 

Surge o que em missão é inevitável: o confronto das trevas com a luz: “Opunha-se-lhes Elimas, o mágico...” (v.8).

Fazer missão é ter a consciência de que uma guerra se travará de maneira mais intensa. Onde os poderes estarão dispostos frente a frente. Culturas que estão debaixo de ilusão e manipulação serão libertadas e isso causará confronto. Quem quer sombra e água fresca não deve fazer missão!
“Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda malícia, inimigo de toda a justiça...” (v.10).