SÉRIE: MISSÕES NO CORAÇÃO DE DEUS - Parte 5

A Segunda Viagem Missionária (Atos 15.36 a 16.26)

1. O Sucesso de um empreendimento depende exclusivamente da Graça de Deus

a. Quando um não circunstancial se torna um sim divinal

Nāo poucas vezes na vida nos deparamos com situações de oposição a projetos, com portas que se fecham, com nāos circunstanciais. Ato continuo para muita gente é o entendimento de que se a porta fechou, Deus não esta nisso.

Em Atos do apóstolos, a igreja era dinâmica e diretamente conduzida pelo Espírito de Deus. O Evangelho se espalhava pelo mundo de então... pessoas se convertiam, cidades se rendiam e o nome de Jesus era glorificado entre os gentios.

Barnabé com o recém chegado Saulo, partem para a primeira das viagens missionárias. Levam o jovem João Marcos que era primo de Barnabé. Nesta primeira viagem, João Marcos deserta e volta para casa e a viagem é concluída apenas por Barnabé e Paulo...

Tempos depois planejam a segunda viagem. Organizam o itinerário, qual seria o propósito da missão. Porem, surge uma desavença tal entre Paulo e Barnabé, que desejava levar João Marcos de novo... e eles acabam por se separarem. Barnabé segue viagem com Joāo Marcos, enquanto Paulo segue para outra direção. Alguém diria: que ambiente preparatório para um projeto de missāo! Mas o que se sucederia era ainda pior.


Barnabé morre nesta viagem e Paulo só encontra portas fechadas. Por varias vezes o texto bíblico diz que o Espírito Santo não permitia que pregassem a Palavra em determinados locais... varias foram as portas fechadas... varias.


E ai? Saíram brigados para missão ... portas fechadas... ahhh Deus não esta nesta obra, nesta questão. Será?

Este texto vai mais alem do que esta redução  simplista que se faz com o evangelho. Pelo que temos hoje em voga, estava claro que as portas foram fechadas, que as coisas começaram  erradas e não  tinha como dar certo.... ledo engano.

Ha nāos circunstancias que são sins divinais. Nas palavras de José, filho de Jacó, no Egito: “o mal que vós intentastes contra mim, Deus o tornou em bem” (Gn 50).



Depois de tanto não... de portas fechadas, de impedimentos vários, tendo que seguir de cidade em cidade sem nada conseguir... Paulo em Troade tem uma visão para passar a Macedônia... para entrar em Filipos, a primeira cidade  da Europa. Ali Deus faz com que surja a igreja mais amorosa, parceira, e fiel ao ministério de Paulo. Depois de tantos nāos circunstanciais, vem um sim divinal. Uma igreja fenomenal surge, com ações e conversões tremendas que Paulo diz... tenho saudade de vos.

Por outro lado, a viagem de Barnabé também foi adversa. Ele chega a Chipre sua terra natal, onde ele morre. João Marcos agora estava sozinho. Seu primo que o apoiou, divergindo de Paulo, esta morto... Que viagem! Portas fechadas dos dois lados.

Pedro que conviveu com Maria, mãe de João Marcos, acolhe o rapaz. Leva-o para Roma. Pastoreando a igreja em Roma, Pedro faz de João Marcos seu braço direito. E o menino problema para Paulo se torna o autor do primeiro dos evangelhos bíblicos sob a tutela de Pedro: o evangelho de Marcos.

O não circunstancial pode significar um sim divinal. Não se precipite a julgar as coisas pela simples aparência do momento. Isso é mais cômodo, mas não verdadeiro.

Tantos nāos... que foram promotores de grandes sins... Uma igreja forte e parceira na Europa, o primeiro dos Evangelhos de Jesus. Como Deus faz as coisas tremendas. Nem sempre um não  circunstancial, em meio a um cenário prejudicial (contendas, separações, portas fechadas) significa também um não divinal.
Este texto nos ensina a soberana liberdade de Deus em muitas vezes usar um não circunstancial para revelar seu sim divinal.